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Jogadoras do Várzea Grande EC denunciam salários atrasados e condições precárias no alojamento

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Jogadoras da equipe feminina do Várzea Grande EC denunciaram atrasos salariais, problemas estruturais e condições consideradas precárias no alojamento utilizado pelo elenco durante a disputa da temporada. As informações foram divulgadas pelo portal Donas FC, após atletas procurarem a redação para relatar dificuldades enfrentadas no clube, que incluem pagamentos parciais, cortes de energia elétrica e falta de itens básicos no dia a dia da equipe.

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Segundo a apuração do Donas FC, os problemas acontecem desde o início dos contratos das atletas e envolvem tanto questões financeiras quanto estruturais. De acordo com os relatos, os salários não vêm sendo pagos dentro dos prazos acordados e, em alguns casos, apenas parte dos valores teria sido depositada. As jogadoras afirmam que alguns pagamentos foram tratados pela gestão como “ajuda”, e não como cumprimento integral dos contratos firmados. Além disso, conforme os relatos publicados pelo portal, não existe uma previsão clara para regularização dos valores pendentes.

Outro ponto levantado pelas atletas envolve a comunicação interna. Segundo as denúncias, o elenco não era avisado previamente sobre os atrasos salariais. As justificativas apresentadas pela direção, ainda conforme os relatos, envolviam dificuldades administrativas e dependência de recursos externos ligados à Lei de Incentivo ao Esporte. O clima interno também teria se desgastado ao longo das cobranças feitas pelas jogadoras. De acordo com o site, algumas atletas relataram ter recebido respostas consideradas inadequadas ao questionarem os atrasos, incluindo mensagens de áudio enviadas em tom agressivo pelo investidor financeiro responsável pela equipe feminina.

As denúncias não ficaram restritas às questões financeiras. O alojamento utilizado pelas atletas também foi alvo de críticas. As jogadoras relataram ausência de materiais básicos de higiene e limpeza, situação que obrigava parte do grupo a utilizar dinheiro próprio para suprir necessidades do cotidiano.

Ainda segundo os relatos divulgados, o fornecimento de energia elétrica no local chegou a ser interrompido por algumas horas devido à falta de pagamento das contas. O problema teria afetado diretamente a rotina de descanso e preparação das atletas. As condições físicas do alojamento também foram questionadas pelas jogadoras. Entre os problemas citados estão banheiro entupido, falhas constantes no sistema de ar-condicionado e falta de privacidade, já que o espaço funciona dentro do próprio centro de treinamento do clube.

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O caso volta a expor dificuldades enfrentadas pelo futebol feminino brasileiro, principalmente em equipes fora dos grandes centros financeiros do país. Questões relacionadas à estrutura, segurança e condições mínimas de trabalho seguem sendo apontadas como obstáculos recorrentes para atletas da modalidade.

Posicionamento do clube

Em nota, o Várzea Grande diz que reconhece que “houve dificuldades” e que “permanece aberto ao diálogo para buscar soluções, sem exposição ou conflito público”. Confira a nota na íntegra:

O Várzea Grande Esporte Clube reconhece que houve dificuldades financeiras e operacionais no projeto do futebol feminino, especialmente em razão da dependência de recursos externos/investimento destinado à equipe.

Estamos levantando internamente cada situação relatada, inclusive eventuais pendências financeiras, para tratar de forma individual e responsável com atletas e comissão técnica.

Sobre estrutura e alojamento, também estamos verificando os pontos mencionados para corrigir o que for necessário. O clube não compactua com qualquer condição inadequada.

Reforçamos que o Várzea Grande mantém respeito por todas as atletas e profissionais que defenderam o clube, e permanece aberto ao diálogo para buscar soluções, sem exposição ou conflito público.

Veja também: A briga pela classificação continua na 2ª Divisão do Mato-grossense; confira o panorama

Conteúdo produzido por Na Coruja. A reprodução total ou parcial sem citação da fonte não é autorizada.

Escrito por
Bruno Monteiro

Bruno Monteiro, estudante de Jornalismo na UFMT e repórter do site Na Coruja. Nascido no Rio de Janeiro e morando há duas décadas em Mato Grosso, cobre o cenário esportivo no geral e o futebol brasileiro, com atenção especial ao Mixto Esporte Clube. Fã, principalmente, de Futebol e Basquete, e movido pela vontade de contar boas histórias a quem lê, busca diariamente aprender e evoluir como pessoa e profissional, carregando sempre aquele tom de quem sabe, realmente, o que é torcer, chorar e, no fim, amar o esporte.

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