O Corinthians entra em campo neste domingo (01), às 14h (horário de Mato Grosso), para enfrentar o Arsenal, no Emirates Stadium, em Londres, na final do primeiro Mundial de Clubes Feminino. A partida reúne duas potências do futebol feminino e representa um marco histórico para a modalidade, além de oferecer ao clube paulista a oportunidade de eternizar seu nome mais uma vez no cenário internacional.
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O Corinthians chega à decisão embalado por uma campanha marcada por resiliência e competitividade. Na semifinal, as Brabas superaram o Gotham FC, campeão da NWSL e um dos clubes mais estruturados do mundo, por 1 a 0, com gol decisivo de Gabi Zanotti nos minutos finais. O resultado foi tratado como uma zebra por parte da imprensa internacional, mas evidenciou a capacidade do time brasileiro de competir em alto nível mesmo diante de adversários com maior investimento financeiro.
Do outro lado, o Arsenal confirmou o favoritismo europeu ao aplicar uma goleada por 6 a 0 sobre o ASFAR, campeão africano. As inglesas dominaram a partida do início ao fim, com intensidade ofensiva.
A final coloca frente a frente dois projetos vitoriosos. O Arsenal carrega décadas de tradição no futebol feminino europeu, com forte presença de atletas de seleção e investimentos contínuos. Já o Corinthians construiu, em menos de uma década, uma trajetória que o transformou em referência no Brasil e na América do Sul, aliando estrutura, continuidade e identificação com a torcida.
Desde a reativação da modalidade, em 2016, o clube paulista coleciona troféu um atrás do outro. Em nove anos, o Corinthians conquistou 22 títulos oficiais, distribuídos da seguinte forma:
- Campeonato Brasileiro Feminino: 7 títulos (2018, 2020, 2021, 2022, 2023, 2024 e 2025)
- Libertadores Feminina: 6 títulos (2017, 2019, 2021, 2023, 2024 e 2025)
- Campeonato Paulista Feminino: 5 títulos (2019, 2020, 2021 e 2023)
- Supercopa do Brasil Feminina: 3 títulos (2022, 2023 e 2024)
- Copa do Brasil Feminina: 1 título (2016)
A sequência impressionante não apenas empilhou troféus, mas também consolidou o Corinthians como um dos clubes mais vencedores da história recente da modalidade, ampliando sua influência para além das fronteiras nacionais e colocando o futebol feminino sul-americano em evidência no cenário global.
A decisão deste domingo carrega um simbolismo especial. Caso conquiste o título, o Corinthians poderá se tornar o primeiro campeão mundial feminino reconhecido pela FIFA, repetindo o feito do título do Mundial Masculino de 2000. A conquista colocaria o clube em uma posição única na história do futebol, com títulos mundiais nas duas modalidades, e reforçaria o debate sobre a competitividade da modalidade feminina.
Mais do que um troféu, um eventual título do Corinthians pode servir como espelho para o desenvolvimento do futebol feminino na América do Sul, mostrando que investimento, continuidade e identidade são capazes de reduzir distâncias históricas. Independentemente do resultado, a decisão em Londres já se consolida como um marco, mas, para o Corinthians, pode ser também a chance de fazer história mais uma vez.
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