Após a eliminação do Cuiabá no Campeonato Mato-Grossense 2026 para o Sport Sinop, ainda nas quartas de final, levou o presidente Cristiano Dresch a convocar uma coletiva para assumir a responsabilidade pelo planejamento adotado, defender o técnico Eduardo Barros e pedir compreensão da torcida em meio ao processo de reformulação do elenco, priorizando a reconstrução financeira e esportiva do clube.
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Em tom firme, Dresch deixou claro que a estratégia do estadual foi parte de um projeto maior. “Futebol você não faz com conversa, você não faz com promessa, você não faz com cheque sem fundo. Você faz com dinheiro.” Segundo ele, o clube vive um momento de transição, com saída de jogadores experientes e aposta significativa em atletas jovens.
O dirigente afirmou que o contexto do Campeonato Mato-Grossense precisa ser considerado antes de qualquer julgamento. “Primeiro, a gente precisa entender o que nós estamos fazendo, como nós estamos fazendo. A gente precisa entender o contexto do Campeonato Matogrossense.” Ele também citou os valores recebidos pela competição. “Não sei se vocês sabem os valores que os clubes recebem para jogar o Campeonato Matogrossense, mas da televisão, por exemplo, é uma fortuna, eu acho que na faixa de 50 mil reais, se eu não me engano.”
Sobre o desempenho em campo, Dresch reconheceu falhas, mas destacou volume ofensivo da equipe. “Hoje a gente teve um domínio grande da partida aqui. Infelizmente, tomamos dois gols em duas falhas.” E completou: “Tivemos um mérito muito grande de criar várias e várias jogadas de gol.”
O presidente também rebateu críticas mais duras sobre o trabalho da comissão técnica. “O cara que falar que a equipe do Cuiabá não tem padrão de jogo, ele tem que mexer com outra coisa, ele tem que comprar um carro e fazer trabalhar de Uber.” Em seguida, reforçou a permanência do treinador. “Eu mantive ele acreditando num projeto de reconstrução.”
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Durante a coletiva, Dresch utilizou uma metáfora para explicar a limitação do elenco atual. “Eu falei para ele, Edu, não vou te cobrar um camarão com alho e óleo se eu estou te dando um Pacu Peva.” Segundo ele, o momento exige coragem e paciência. “Não é fácil fazer o que nós estamos fazendo, tem que ter muita coragem.”
Sobre o desempenho da equipe na partida que resultou na eliminação, ele avaliou positivamente. “Achei excelente. Felizmente tomamos dois gols de falhas nossas, falhas individuais de jogadores experientes. Criamos muitas oportunidades.” Também elogiou o adversário e a atmosfera da cidade. “Parabéns pra equipe do Chapada, parabéns pro Gilberto, parabéns pro Marcelo Carvalho, parabéns pela mobilização que está sendo feita aqui na cidade.”
Ao falar sobre patrocínio e finanças, Dresch confirmou que a saída da Drebor representou perda financeira. “A saída da Drebor do patrocínio do Cuiabá realmente foi uma perda financeira.” No entanto, descartou acordos com casas de apostas. “Bet é um ramo que a gente não quer.” E justificou: “Porque a bet pra mim é um negócio que eu não gosto.”
Ele também reforçou que o foco não é o imediatismo. “Não é o momento de a gente vir cobrar resultado.” E reagiu a críticas públicas. “Que vergonha? Vergonha se a gente tivesse tomado uma goleada aqui, vergonha se a gente tivesse sido amassar.”
Sobre os jovens da base e os atletas que participaram da Copinha, explicou que o processo será gradual. “Eles estão sendo vistos, mas eles precisam de tempo, maturação.” Revelou ainda uma contratação não anunciada. “Nós fizemos uma contratação de um jogador, um atacante, que pode jogar tanto pelo lado como centroavante. É um jogador que estava na Coreia, chama Hernandes, nós nem anunciamos ainda.”
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Ao final, Dresch reforçou que o clube vive um ciclo de reconstrução após o auge recente. “O Cuiabá não foi construído do dia para a noite. Foi construído com muito suor, muito trabalho e é assim que a gente vai reconstruir.” E completou: “A retomada do Cuiabá passa pela mudança dos personagens que estão dentro de campo.”
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