A sinalização da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) de que pode deixar de assumir os custos de logística dos clubes da Série B ligados à Liga Forte União (LFU) a partir de 2026 acendeu o alerta e afeta diretamente o Cuiabá, que disputa a competição e depende desse suporte para viabilizar o calendário nacional em meio a receitas mais limitadas.
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O que muda com o possível corte da logística
Segundo apuração divulgada pelo ge, a sinalização da CBF aponta que, em 2026, não seriam mais custeadas para clubes da LFU/FFU:
- Passagens aéreas e terrestres
- Hospedagem em jogos fora de casa
- Alimentação e estrutura básica de viagem
Na prática, todos esses custos passariam a ser responsabilidade direta dos clubes ao longo da competição.
Dentro da estrutura da LFU, está prevista a destinação de 15% da receita da Série A para a Série B, mas apenas a partir de 2027. Até lá, para as temporadas de 2025 e 2026, a estimativa é de uma receita mínima em torno de R$ 260 milhões para a divisão, valor que pode se mostrar insuficiente caso os custos operacionais aumentem de forma significativa.
Por que o impacto é maior na Série B
A Série B reúne fatores que tornam o custo logístico especialmente sensível:
- Receitas menores em relação à Série A
- Calendário extenso, com muitas viagens
- Grandes distâncias geográficas entre cidades
- Menor margem de erro financeiro
- Necessidade de estrutura mínima para recuperação física dos atletas
Qualquer aumento de despesa afeta diretamente o desempenho esportivo e a saúde financeira dos clubes.
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Impactos diretos no Cuiabá
Caso a mudança se confirme, o Cuiabá tende a sentir os efeitos em três frentes principais:
Planejamento orçamentário
- Necessidade de provisionar toda a logística da temporada
- Redução de margem para investimentos em outras áreas
- Maior pressão sobre o caixa ao longo do campeonato
Gestão de elenco e desempenho
- Alto número de viagens com menos conforto podem impactar recuperação
- Aumento do risco de lesões e desgaste físico
- Reflexo direto no rendimento em campo
Competitividade no mercado
- Diferença maior entre clubes com mais fôlego financeiro
- Necessidade de ser mais cirúrgico em contratações
- Ajuste de metas esportivas conforme o cenário financeiro
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O cenário se torna ainda mais sensível diante da fragmentação do mercado de transmissão. Alguns clubes já negociaram acordos diretamente com a CBF, enquanto há especulações sobre uma possível retomada da Globo na Série B por meio de partidas adquiridas via entidade.
Para o Cuiabá, a definição oficial da CBF, o posicionamento da LFU e os próximos movimentos do mercado de TV serão determinantes para atravessar 2026 com equilíbrio financeiro e competitividade esportiva.
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