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Corinthians resiste, busca empate, mas cede no fim e perde o Mundial para o Arsenal

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Divulgação / Conmebol Libertadores

Nem sempre o placar traduz o que foi o jogo e essa frase se encaixa com precisão na final do primeiro Mundial de Clubes Feminino. Neste domingo (01), no Emirates Stadium, em Londres, o Corinthians foi derrotado por 3 a 2 pelo Arsenal na prorrogação, mas saiu de campo deixando claro que a distância entre o futebol feminino brasileiro e o europeu é bem menor do que muitos ainda insistem em dizer.

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O time brasileiro atravessou o oceano para disputar uma competição inédita, venceu o Gotham na semifinal e chegou à decisão diante do campeão europeu, um clube que construiu sua trajetória no futebol feminino ao longo de décadas. O empate em 2 a 2 no tempo normal foi reflexo de um jogo físico, intenso, disputado sob chuva e com temperatura próxima dos sete graus. Foi preciso a prorrogação para o Arsenal confirmar o título diante de um Corinthians que entregou tudo, inclusive quando o corpo já não respondia no mesmo ritmo.

De um lado, as Gunners, jogando em casa, sustentadas por anos de investimento, ambiente favorável e títulos continentais que reforçam a consistência do projeto. Do outro, as Brabas, o time mais vitorioso da América do Sul, hexacampeão da Libertadores, atuando fora de casa, mas empurrado por uma torcida que atravessou o oceano e por uma identidade competitiva consolidada. Em campo, o confronto foi equilibrado, intenso e à altura de uma decisão inédita.

O Arsenal abriu o placar com Smith, após aproveitar o rebote de uma grande defesa de Lelê em finalização de Russo. O Corinthians respondeu com personalidade: Gabi Zanotti apareceu bem entre as zagueiras para cabecear e, embora a goleira inglesa tenha afastado a bola, ela já havia ultrapassado a linha. Um empate que indicava que ainda havia muito jogo pela frente.

Na volta do intervalo, Wubben-Moy colocou o time inglês novamente à frente ao subir mais alto que a defesa corinthiana após cruzamento. O roteiro parecia encaminhado, mas as Brabas se recusaram a aceitar o desfecho. Já nos acréscimos, Robledo foi tocada por McCabe dentro da área, o VAR foi acionado e Vic Albuquerque converteu o pênalti, levando a decisão para a prorrogação.

No tempo extra, pesaram o detalhe e o desgaste físico. O Corinthians tentou, mas o corpo já não respondia na mesma intensidade da mente. Em um contra-ataque bem executado, Foord marcou o gol que garantiu o título ao Arsenal e encerrou a disputa.

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Para a torcida corinthiana, fica a frustração pelo resultado, mas também o orgulho de uma equipe que competiu até o limite contra um dos projetos mais estruturados do mundo. O Corinthians não levantou a taça, mas reforçou uma certeza incômoda para quem ainda subestima o futebol feminino sul-americano: não foi passeio, não foi acaso e, definitivamente, não foi apenas o placar que contou a história dessa final.

Escrito por
Maria Eduarda  Bonfim

Maria Eduarda Bonfim, tenho 22 anos, nasci em Cuiabá. Cresci em uma família movida a esporte do futebol à Fórmula 1, passando pelas corridas de rua e sempre estive ali, na beira dos gramados, vivendo cada lance desde criança. Comunicativa por natureza e leitora voraz, encontrei no jornalismo a junção perfeita entre minhas paixões: o esporte, os livros e o universo audiovisual. Minha missão? Contar histórias com emoção, intensidade e verdade, na esperança de conquistar mais um ou uma louca por esporte nesse mundo que pulsa adrenalina e paixão.

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