A Confederação Brasileira de Futebol realizou nesta segunda-feira (25), no Rio de Janeiro, a segunda reunião voltada à criação da Liga do Futebol Brasileiro. O encontro contou com representantes de clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro, além de presidentes de federações estaduais.
A reunião deu sequência ao primeiro encontro realizado em abril e teve como foco o debate de medidas estruturais para fortalecer o futebol nacional. Entre os principais temas discutidos estiveram segurança nos estádios, novos horários para transmissões, modernização do STJD, regulamentação de agentes e melhorias na infraestrutura das arenas brasileiras.
O presidente da CBF, Samir Xaud, abriu o encontro destacando a proposta de uma gestão compartilhada entre clubes, federações e entidade.

Segundo ele, a criação da liga representa uma mudança estrutural importante para o futebol brasileiro. “Desde o início deixei claro que nós da CBF não iríamos caminhar sozinhos”, afirmou.
Outro tema debatido foi a possibilidade de novas faixas de horários para os jogos do Campeonato Brasileiro. Estudos apresentados pela entidade tiveram como base ligas europeias como Premier League, Bundesliga e La Liga.
O diretor executivo da CBF, Helder Melillo, afirmou que os debates também abordaram medidas para aumentar a presença de público nos estádios, incluindo padronização de horários e ações de combate à violência.

A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, participou novamente do encontro e reforçou apoio ao projeto da liga. Ela destacou a preocupação com a violência nos estádios e defendeu discussões sobre melhores horários para as partidas.
A infraestrutura dos estádios da Série A também entrou em pauta. Um estudo técnico apresentado pela empresa Arena Events+Venues avaliou gramados, iluminação, engenharia e condições estruturais de 21 arenas do futebol brasileiro.
Um dos principais anúncios da reunião foi a criação da Comissão Antiviolência do Futebol Brasileiro. O grupo será presidido por Mauro Carmélio Neto e terá atuação voltada para segurança, controle de acesso, acompanhamento de processos judiciais e proteção de atletas.
Entre as propostas discutidas está a criação de um banco de dados nacional para restringir o acesso de torcedores envolvidos em atos violentos. Outro ponto prevê maior proteção aos centros de treinamento, impedindo invasões de torcedores.
A modernização do Superior Tribunal de Justiça Desportiva também foi apresentada durante o encontro. O presidente do Superior Tribunal de Justiça Desportiva, Luís Otávio Veríssimo Teixeira, explicou que o tribunal vem reduzindo o tempo médio de julgamento dos processos esportivos.
Segundo ele, casos que antes levavam cerca de 79 dias para conclusão passaram a ser encerrados em média em oito dias, com meta máxima de 14 dias para decisões envolvendo clubes da Série A.
A CBF informou que novas reuniões devem acontecer nos próximos meses para aprofundar os debates e avançar na consolidação do projeto da liga nacional.
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