O proprietário da Capital FM, João de Souza Leal Neto, usou o microfone da própria rádio para responder ao presidente do Cuiabá, Cristiano Dresch, no dia seguinte à entrevista em que o dirigente comentou a polêmica sobre a data da semifinal da Copa FMF. Para João Neto, Dresch insinuou que a credibilidade da emissora estaria comprometida e foi desrespeitoso com os comunicadores que o entrevistaram.
“Eu sou o dono da Capital FM”
Segundo João Neto, Dresch tentou sugerir que a rádio favoreceria determinado lado por conta de quem é o dono da emissora. O proprietário afirmou que a Capital FM é dele e que não pertence a Dorileo Leal, nome citado por ele em referência à disputa pela presidência da FMF, vencida por Diogo Pécora.
“O dono da rádio Capital sou eu, João Neto, e o Cristiano sabe muito bem disso”, declarou.
Ele contou que não pôde atender a ligação de Dresch antes da entrevista, que recebeu uma mensagem pedindo para entrar ao vivo e que só ouviu a conversa depois. Disse ainda que considerou o tom do dirigente inadequado com os profissionais da emissora, citando Manfrinnes, Davi e Heitor, e que sentiu o dever de responder no mesmo microfone.
Credibilidade e cobertura do Cuiabá
João Neto afirmou que não aceitará que a credibilidade da rádio seja questionada. Ele destacou o histórico da emissora com o futebol local: segundo o proprietário, a Capital FM transmite o Campeonato Mato-grossense e a Série B do Brasileiro e foi a única rádio a transmitir o título da Copa Verde conquistado pelo Cuiabá.
Ele também disse que sempre foi parceiro do Dourado e que vai continuar cobrindo e apoiando o clube. Para ele, o Cuiabá é um patrimônio da cidade e do futebol mato-grossense.
João Neto fez questão de ressaltar que tem uma ligação familiar com o Mixto e uma ligação emocional com o Operário, mas que, segundo ele, nunca deixou de ser parceiro do Cuiabá.
O que disse Dresch
Na entrevista à Capital FM, Cristiano Dresch rebateu a acusação do União de possível favorecimento ao Cuiabá na definição da data da semifinal da Copa FMF. Disse que não existe tratamento diferenciado, que o clube apenas ressaltou a regra das 66 horas de descanso e que o Dourado tem direito de usar o elenco profissional na semifinal. O dirigente também afirmou que ainda há reflexos dos períodos de eleição no ambiente do futebol mato-grossense.
O Na Coruja mantém espaço aberto para que Cristiano Dresch e o Cuiabá se manifestem sobre as declarações de João Neto.

