O Avaí, adversário do Cuiabá neste domingo (11), pela 33ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro, acumula três meses de salários atrasados para os funcionários. Os pagamentos referentes a julho, agosto e setembro seguem pendentes, enquanto a equipe catarinense luta para se afastar da zona de rebaixamento. A partida será disputada às 17h30, no horário de Mato Grosso, na Arena Pantanal.
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Sem comunicados do Avaí
O clube não se manifestou sobre a situação após ser procurado pelo ge, que já havia noticiado os atrasos no mês passado. Em entrevista coletiva no dia 29 de setembro, o presidente do Avaí, Bernardo Pessi, reconheceu as dificuldades financeiras, mas evitou detalhar publicamente o assunto.
Presidente cita antecipação de receitas
Segundo o dirigente, o clube tem recorrido a antecipações de receitas para manter as atividades. Entre os recursos utilizados estão valores ligados aos direitos de transmissão, à Copa do Brasil, aos sócios e aos patrocinadores. Pessi admitiu que essas operações têm custos elevados e comprometem parte das receitas futuras. “Não é bom fazer isso, porque tem um custo muito alto fazer essas antecipações”, afirmou o presidente, ao explicar que o Avaí precisa recorrer a essas medidas para continuar funcionando.
Na mesma entrevista, Pessi relacionou a situação financeira à necessidade de controlar os gastos com o elenco. Ele disse que o clube iniciou a temporada com uma folha salarial de aproximadamente R$ 1,2 milhão e ampliou o valor durante a Série B e a janela de transferências, chegando a pouco mais de R$ 1,5 milhão.
O presidente também comparou os valores com períodos anteriores. De acordo com ele, a folha salarial do Avaí, sem impostos, era de R$ 2,7 milhões em maio de 2025. Quando a atual gestão assumiu, em dezembro daquele ano, o custo estava próximo de R$ 900 mil, com apenas cinco ou seis atletas no elenco.
Pessi argumentou que elevar os gastos sem considerar a capacidade financeira poderia agravar a situação. “Talvez a gente não tivesse na zona do rebaixamento, mas a gente estaria agora fazendo uma coletiva no escuro porque ia faltar dinheiro para pagar a luz”, declarou, ao comentar a possibilidade de montar um elenco mais caro. Em pronunciamento feito em 10 de agosto, após a derrota para o Fortaleza, o dirigente havia informado que a folha salarial do Avaí, considerando todos os funcionários, ultrapassava R$ 2 milhões.
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Dívidas também envolvem a temporada passada
Os problemas financeiros não se limitam aos salários de 2026. Segundo apuração do ge, o Avaí também tem pendências com jogadores que defenderam a equipe em 2025. Entre os valores em aberto estão o salário de novembro, direitos de imagem, o 13º salário e premiações pelo título do Campeonato Catarinense conquistado naquele ano.
Apesar dos atrasos, Bernardo Pessi afirmou que a direção mantém conversas frequentes com os funcionários e que os jogadores continuaram cumprindo a rotina de trabalho. O presidente citou a ausência de greves, faltas a treinos e concentrações ou manifestações públicas do elenco como sinais do comprometimento dos atletas, embora tenha reconhecido a insatisfação provocada pelo cenário.
Sobre o confronto da 33ª rodada
No primeiro turno, pela 14ª rodada da Série B, o Avaí venceu o Cuiabá por 1 a 0, no Estádio da Ressacada, em Florianópolis (SC). Jean Lucas marcou o gol da vitória do Leão da Ilha.

Atualmente, o Avaí é o 17° colocado na tabela, com 33 pontos, brigando para não cair para a Série C, enquanto o Dourado chega para a partida na décima colocação, com 47 pontos conquistados.
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