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Pedrinho rebate Cristiano Dresch e nega dívida do Vasco com o Cuiabá

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Dikran Sahagian/Vasco

O presidente do Vasco, Pedrinho, rebateu nesta quinta-feira (25) as declarações do presidente do Cuiabá, Cristiano Dresch, que havia citado o clube carioca ao criticar as dívidas de equipes do futebol brasileiro. Em entrevista à TNT, após a decisão sobre a SAF do Vasco, o dirigente afirmou que verificou a situação e que não existe pendência financeira do Cruzmaltino com o clube mato-grossense.

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A manifestação acontece dois dias após Cristiano Dresch, em entrevista à ESPN, defender punições esportivas mais severas para clubes inadimplentes. Na ocasião, o presidente do Cuiabá citou Santos e Vasco e afirmou que as equipes poderiam permanecer na Série A apesar das dívidas, utilizando o termo “estelionato esportivo” para se referir à situação.

Pedrinho diz ter verificado situação

Ao comentar as declarações de Cristiano, Pedrinho afirmou que procurou informações sobre uma possível pendência entre os dois clubes e disse não ter encontrado dívida do Vasco com o Cuiabá.

“Por isso me dói muito quando um presidente de um clube, como o presidente do Cuiabá, inclusive eu fui ver se o Vasco tinha alguma pendência com o Cuiabá em algum, não tem nada com o Cuiabá. Muito pelo contrário, muito pelo contrário.”

O presidente vascaíno acrescentou que pretende verificar se existe alguma obrigação do Cuiabá com o Vasco relacionada ao mecanismo de solidariedade.

“Eu preciso verificar na FIFA se o Cuiabá deve alguma coisa ao Vasco com relação à questão de solidariedade, mas enfim, não é esse o método.”

Cristiano havia defendido perda de pontos

Na entrevista à ESPN, realizada na quarta-feira (23), Cristiano Dresch afirmou que o transfer ban não seria suficiente para pressionar clubes a quitarem suas dívidas e defendeu a possibilidade de perda de pontos como punição esportiva.

“Esse problema existe porque nós vivemos em um mercado que não tem nenhum tipo de regulação e não tem punição. Hoje o transfer ban está se mostrando insuficiente, a gente precisa que tenha perda de ponto”, afirmou o presidente do Cuiabá.

Na sequência, Dresch citou diretamente o Vasco ao comentar a permanência de clubes endividados na elite nacional e utilizou a expressão “estelionato esportivo”. A declaração foi feita no contexto da cobrança por mudanças nas regras e punições para equipes inadimplentes.

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Vasco tem plano de pagamento na CNRD

O Vasco possui atualmente um plano coletivo de pagamento de dívidas junto à Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD). Em agosto, a entidade estabeleceu que o clube deverá pagar R$ 15 milhões por ano aos credores, além de destinar 10% das receitas brutas de premiações em competições da CBF e da Conmebol. O passivo incluído no plano supera R$ 112 milhões.

No fim de agosto, o Vasco realizou o pagamento da primeira parcela prevista no plano e afastou, naquele momento, o risco de sofrer um novo transfer ban relacionado ao acordo.

Pedrinho também criticou a forma como o Vasco vem sendo citado publicamente em discussões sobre endividamento no futebol brasileiro.

“Desde que o Vasco começou esse movimento, parece que tem uma campanha contra a instituição. Todo mundo resolveu dar o Vasco como exemplo. Vai falar de estrangeiro, fala do Vasco. Vai falar de recuperação judicial, fala do Vasco. Vai falar de SAF e fala do Vasco. Sem que tenham diversas outras equipes no mesmo processo.”

O presidente ainda afirmou que sua gestão assumiu compromissos e realizou acordos para organizar os pagamentos aos credores.

“A minha gestão não deve nada. Pelo contrário, eu peguei todos os credores, fiz um acordo para justamente pagar.”

Cuiabá cobra mudanças nas regras

As declarações de Cristiano ocorreram em meio a uma discussão mais ampla sobre o tratamento dado aos clubes que possuem dívidas no futebol brasileiro. O Cuiabá tem valores a receber de diferentes equipes e, segundo levantamento divulgado pelo próprio clube, o montante ultrapassa R$ 40 milhões.

No caso citado mais recentemente pelo dirigente, a CNRD condenou o Santos a pagar R$ 18,6 milhões ao Cuiabá por valores relacionados às negociações envolvendo o zagueiro Joaquim. O clube paulista ainda pode recorrer da decisão.

Conteúdo produzido por Na Coruja. A reprodução total ou parcial sem citação da fonte não é autorizada.

Escrito por

Maria Eduarda  Bonfim

Maria Eduarda Bonfim, tenho 22 anos, nasci em Cuiabá. Cresci em uma família movida a esporte do futebol à Fórmula 1, passando pelas corridas de rua e sempre estive ali, na beira dos gramados, vivendo cada lance desde criança. Comunicativa por natureza e leitora voraz, encontrei no jornalismo a junção perfeita entre minhas paixões: o esporte, os livros e o universo audiovisual. Minha missão? Contar histórias com emoção, intensidade e verdade, na esperança de conquistar mais um ou uma louca por esporte nesse mundo que pulsa adrenalina e paixão.