```
Lar Destaque! Alemanha goleia Curaçao por 7 a 1 na estreia da Copa do Mundo e revive fantasma de 2014
Destaque!Copa do Mundo

Alemanha goleia Curaçao por 7 a 1 na estreia da Copa do Mundo e revive fantasma de 2014

15
orig
FIFA

A Alemanha estreou na Copa do Mundo de 2026 da forma mais avassaladora possível: goleou Curaçao por 7 a 1 no Estádio de Houston, neste domingo (14). O placar, por si só, já chama atenção. Mas o contexto o torna ainda mais emblemático.

Quer ficar por dentro do esporte mato-grossense? Clique aqui e receba notícias de MT na palma da sua mão!

Quase 12 anos após o dia 8 de julho de 2014, quando a Alemanha aplicou o mesmo 7 a 1 no Brasil, dentro do Mineirão, em Belo Horizonte, na semifinal da Copa que o país sediou, o placar voltou a aparecer em uma partida da seleção alemã em Mundiais.

O jogo

A Alemanha não tomou conhecimento do adversário. Aos 6 minutos do primeiro tempo, Felix Nmecha abriu o placar. Aos 21, Livano Comenencia até empatou para Curaçao, mas foi só uma ilusão. Aos 38, Nico Schlotterbeck recolocou os alemães na frente. Aos 45 do primeiro tempo, Kai Havertz ampliou de pênalti.

No segundo tempo, o domínio continuou. Jamal Musiala fez o quarto aos 47 minutos. Nathaniel Brown marcou contra aos 68. Deniz Undav fez o sexto aos 78. E Kai Havertz, novamente, fechou a conta aos 88: 7 a 1.

Curaçao, 76º colocado no Ranking da FIFA, não teve forças para reagir. A Alemanha, por sua vez, impôs seu poderio ofensivo e largou na frente em seu grupo na competição.

O dia em que o Brasil parou: como foi o 7 a 1 de 2014

Naquela ocasião, o placar se tornou sinônimo de vexame, vergonha e fracasso na cultura brasileira. A expressão “Mais um gol da Alemanha” extrapolou o futebol e passou a ser usada em situações cotidianas, do fora da namorada à demissão do emprego. O jogo viralizou em memes que sobrevivem até hoje na internet.

No dia 8 de julho de 2014, a Seleção Brasileira entrou em campo no Mineirão para enfrentar a Alemanha na semifinal da Copa do Mundo. A missão já era difícil: Neymar havia fraturado uma vértebra nas quartas de final contra a Colômbia, e o capitão Thiago Silva estava suspenso.

O que se viu nos 90 minutos seguintes foi uma das maiores tragédias do futebol mundial. A Alemanha fez 5 a 0 ainda no primeiro tempo, em uma atuação que o então técnico Joachim Löw descreveu como a de um time que percebeu que o Brasil “havia entrado em colapso”.

Thomas Müller abriu o placar aos 10 minutos. Miroslav Klose ampliou aos 22, tornando-se o maior artilheiro da história das Copas, com 16 gols. Toni Kroos fez dois gols em dois minutos. Sami Khedira fechou a goleada no primeiro tempo aos 28.

No segundo tempo, André Schürrle ainda fez mais dois. Oscar descontou nos acréscimos. O apito final calou o Mineirão. Foi a maior derrota do Brasil na história das Copas e uma das maiores humilhações do esporte mundial.

Após a partida, o técnico Luiz Felipe Scolari pediu desculpas à nação.

“Foi o pior dia da minha vida. Quem é responsável? Eu. Apenas eu.”

Do Mineirão a Houston: quase 12 anos depois

O 7 a 1 entrou para o imaginário popular brasileiro como sinônimo de fracasso. O antropólogo Roberto DaMatta argumenta que a derrota de 2014 é mais traumática que o Maracanaço de 1950.

“Perdemos uma Copa, mas ganhamos cinco. Viramos pentacampeões. E depois de 2014, o que nós ganhamos?”

Diferentemente de 2014, a goleada deste domingo não foi contra o Brasil, mas sim contra Curaçao. O peso simbólico, no entanto, permanece.

A Alemanha, que naquela semifinal de 2014 se tornou algoz do sonho brasileiro, segue impondo seu poderio ofensivo e mantém viva a lembrança de um dos resultados mais marcantes da história das Copas do Mundo.

O impacto do 7 a 1 na Seleção Brasileira

A derrota por 7 a 1, há quase 12 anos, expôs a fragilidade de um projeto de seleção que se sustentava na genialidade de Neymar e no apoio da torcida. Sem o camisa 10 e sem Thiago Silva, o time de Scolari desabou.

Hoje, sob o comando de Carlo Ancelotti, o Brasil busca reconstruir sua história. A Seleção tenta retomar o protagonismo mundial e deixar para trás uma das páginas mais dolorosas de sua trajetória.

Enquanto isso, o fantasma do 7 a 1 continua vivo e assombra o torcedor brasileiro sempre que a Alemanha entra em campo.

Conteúdo produzido por Na Coruja. A reprodução total ou parcial sem citação da fonte não é autorizada.

Escrito por

Fellipe Moraes

Fellipe Gabriel, 19 anos, é estudante de Jornalismo na UFMT. Natural de Cuiabá, encontrou na escrita uma forma de entender o mundo e se expressar nele. É São Paulino, por teimosia e paixão, acompanha o futebol brasileiro de perto e também gosta de ficar de olho no que rola nas grandes ligas da Europa. Interessado por esporte, sociedade e tudo que mexe com as pessoas de verdade, acredita que o jornalismo pode ser um ponto de encontro entre sentimento e informação e também como uma forma de engrandecer o lugar de onde veio e ampliar a voz daqueles que não sou ouvidos.