A presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, Paula Calil, utilizou a tribuna durante a sessão ordinária desta terça-feira (9) para defender o irmão, o deputado estadual Faissal Calil, alvo da Operação Gemini, deflagrada pela Polícia Federal. A parlamentar afirmou acreditar na inocência do deputado e classificou a situação como uma perseguição política.

Em seu pronunciamento, Paula destacou que acompanha a trajetória política do irmão desde 2012, quando ele foi eleito vereador, e afirmou ter convicção de que os fatos investigados serão esclarecidos. Segundo ela, recebeu a notícia da operação com tranquilidade por confiar na inocência de Faissal.

A Operação Gemini foi realizada na segunda-feira (8) e apura um suposto esquema de venda de sentenças judiciais em Mato Grosso. Entre os alvos da investigação também está o desembargador afastado Dirceu dos Santos, para quem Faissal já trabalhou como assessor.

De acordo com a investigação, a relação entre o deputado e o magistrado seria de extrema confiança. A Polícia Federal aponta que Faissal teria atuado como um dos principais articuladores ligados ao desembargador em um esquema que, segundo as apurações, teria movimentado cerca de R$ 3,2 milhões.

O caso também repercutiu nos bastidores da Câmara de Cuiabá. Paula Calil busca viabilizar sua permanência na presidência da Casa, embora o atual regimento interno impeça a recondução ao cargo. O cenário ganhou novos contornos após a operação, já que o episódio passou a integrar as discussões políticas envolvendo a sucessão da Mesa Diretora, disputa da qual também participa o vereador Ilde Taques.