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Uma geração que tem saudade do que não viveu

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Uma geração que tem saudade do que não viveu - Canal Na Coruja
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Por Bia Abrahão

A 26ª edição de um dos eventos esportivos mais aguardados do planeta está chegando. A Copa do Mundo FIFA de 2026 contará com 48 seleções em busca da tão sonhada taça. Entre elas, está a única seleção pentacampeã do mundo: o Brasil. A seleção brasileira também carrega em sua história dois grandes ícones do futebol mundial, donos de feitos capazes de despertar inveja em qualquer atleta. Pelé conquistou três títulos mundiais, nas Copas de 1958, 1962 e 1970. Já Mário Zagallo, o eterno “Velho Lobo”, soma quatro conquistas no currículo: foi campeão em 1958 e 1962 como jogador, em 1970 como treinador e, em 1994, como coordenador técnico.

Mas o que eles têm em comum? Ambos testemunharam todos os títulos da Seleção Brasileira. Já quem nasceu após 2002 vive, muitas vezes, das lembranças contadas por pais, avós e familiares que acompanharam os tempos de glória do futebol brasileiro.

Ainda bem que, hoje, a internet e as redes sociais ajudam a aproximar as novas gerações daquele futebol que parecia distante. Documentários, matérias especiais e vídeos históricos permitem reviver momentos marcantes do esporte.

Ao mesmo tempo, essa geração também teve o privilégio de acompanhar alguns dos maiores jogadores de todos os tempos — e talvez esteja prestes a assistir à última Copa do Mundo de craques como Cristiano Ronaldo, Lionel Messi, Neymar, Luka Modrić e Kevin De Bruyne.

Em 2026, porém, o clima parece diferente. Depois da Copa marcada por uma das derrotas mais dolorosas da história do futebol brasileiro — o inesquecível 7 a 1 para a Alemanha —, a mobilização para o Mundial voltou a ganhar força. Em diversos bairros, não apenas de Cuiabá, mas de várias cidades do país, ruas começam a ser decoradas. Famílias de diferentes gerações se reúnem para trocar figurinhas, comentar convocações e alimentar a esperança de um novo título.

A famosa geração que ainda não viu o Brasil conquistar uma Copa do Mundo cresce acompanhada por expectativas e lembranças emprestadas. Talvez seja justamente isso que mova tanta paixão: sentir saudade de um tempo que não viveu, mas que aprendeu a amar.

No fim, o que realmente importa é que, no dia 19 de julho, a seleção canarinho possa trazer para casa o tão sonhado hexacampeonato, encerrando a espera de diferentes gerações e dando a milhões de brasileiros a oportunidade de, enfim, ver o capitão levantar a taça mais desejada do futebol.

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Beatriz Abrahão é jornalista, professora da disciplina de Filosofia, ex-atleta profissonal de rugby do Melina Rugby Clube, atualmente atua como repórter no Fato em foco News e no Canal Na Coruja.

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