O Mixto garantiu classificação para a segunda fase da Série D do Campeonato Brasileiro após empatar em 1 a 1 com o Ceilândia, no último sábado, no estádio Dutrinha, em Cuiabá. O resultado confirmou o Tigre na quarta colocação do Grupo A4 e colocou a equipe diante do Gama-DF, dono da melhor campanha da chave A3. Apesar da vaga assegurada, o clima após a partida foi de frustração, principalmente pelo desempenho na primeira fase e pelos problemas físicos que passaram a preocupar a comissão técnica às vésperas do mata-mata.
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Com a classificação, o Alvinegro terá pela primeira vez na temporada um período de duas semanas sem compromissos oficiais para preparação. No entanto, o tempo disponível para treinamentos pode acabar sendo utilizado principalmente para recuperação de atletas.
Em entrevista coletiva após a partida, o técnico Lucas Isotton destacou que o empate teve um custo alto para o elenco. Segundo ele, várias substituições durante o confronto foram motivadas por problemas físicos, aumentando a lista de preocupações para a sequência da competição.
“Foi um jogo mentalmente muito difícil. Tivemos várias lesões dentro do jogo. Minhas substituições foram batendo lesão. O Di Maria saiu machucado, o Esquerdinha saiu machucado e o Justino nem era para ter terminado a partida. Já tínhamos feito as cinco substituições e acabamos praticamente com um jogador a menos”, afirmou.
Duas semanas para recuperar o elenco
Embora o intervalo sem jogos seja considerado importante após uma sequência intensa desde janeiro, Isotton reconheceu que o cenário ideal seria chegar ao período com mais atletas disponíveis. O treinador citou a situação de Jackson, que sequer tinha condições de atuar diante do Ceilândia, além de outros jogadores que atuaram no limite físico para ajudar a equipe na busca pela classificação.
“É importante ter essas duas semanas, mas olha o cenário. O Jackson está lesionado, o Joazi jogou no limite, não estava 100%, foi guerreiro. Agora temos Justino sentindo, Esquerdinha sentindo, Di Maria sentindo. Então, agora é recuperar os atletas”, explicou.
Segundo o comandante, a ausência de um elenco numeroso torna ainda mais importante o processo de recuperação física neste momento da temporada.
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Frustração pela campanha
Mesmo com a vaga conquistada, Isotton não escondeu a decepção pela campanha realizada pelo Mixto na fase de grupos. O treinador admitiu que esperava um desempenho melhor da equipe ao longo da competição e lamentou o fato de o time ter deixado escapar a vitória diante do Ceilândia nos minutos finais.
“A gente tem um sentimento de frustração. Esperávamos um desempenho melhor durante toda a classificatória. Não faltou trabalho, não faltou dedicação, mas fomos falhos. Eu, como comandante, tinha uma perspectiva de ser muito melhor nessa primeira fase”, disse.
O treinador também destacou que o clube sonhava com uma colocação superior, o que permitiria decidir a vaga em casa na próxima fase.
Novo desafio contra o Gama
A quarta posição do Grupo A4 colocou o Mixto frente a frente com o Gama-DF, líder isolado do Grupo A3 e apontado como uma das equipes mais fortes desta primeira fase da Série D.
Para Isotton, o momento agora é de virar a página e encarar o mata-mata como uma nova competição. “Agora é recalcular a rota. Não era a colocação que almejávamos, mas futebol tem disso. Estamos vivos na competição e vamos buscar passar essa fase, seja quem for o adversário.”
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O treinador ainda destacou a força das equipes mato-grossenses na competição. Assim como ocorreu em 2025, Mixto e Luverdense, finalistas do Campeonato Mato-grossense deste ano, avançaram para a segunda fase da Série D, enquanto União e Operário ficaram pelo caminho.
Sequência da Série D
A tabela base indica as datas 20 e 21 (ida) e 27 e 28 (volta) para a disputa das partidas da segunda fase. O Mixto, classificado em 4° do Grupo A4, enfrenta o líder do Grupo A3, o Gama-DF, considerado o grande bicho-papão desta fase da Série D.
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