A Conmebol realizou na noite de ontem, quinta-feira (19), o sorteio dos grupos da Copa Libertadores de 2026. O evento, sediado em Luque, no Paraguai, definiu os caminhos dos seis representantes brasileiros na fase de grupos da competição.
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Enquanto alguns clubes do país tiveram um cenário mais favorável, outros enfrentarão adversários tradicionais logo na primeira etapa.
Palmeiras tem chave com confrontos regionais
O Palmeiras caiu no Grupo F e terá pela frente Cerro Porteño (Paraguai), Junior Barranquilla (Colômbia) e Sporting Cristal (Peru). A chave reúne equipes acostumadas à competição, mas sem favoritos evidentes, o que dá ao clube paulista condições de buscar a classificação sem grandes sustos.
Cruzeiro enfrenta grupo de alto risco
A situação mais desafiadora entre os brasileiros ficou com o Cruzeiro. A equipe celeste foi sorteada para o Grupo D, ao lado de Boca Juniors (Argentina), Universidad Católica (Chile) e Barcelona (Equador).
O confronto contra o clube argentino, um dos mais tradicionais do continente, e as viagens longas para enfrentar equatorianos e chilenos tornam a chave uma das mais equilibradas e exigentes da competição.
Demais brasileiros nos grupos
Flamengo (Grupo A)
O atual campeão brasileiro terá pela frente Estudiantes (Argentina), Cusco (Peru) e Independiente Medellín (Colômbia). A chave impõe ao Rubro-Negro adversários de tradição, mas o time carioca larga como favorito à primeira colocação.
Fluminense (Grupo C)
O Tricolor das Laranjeiras enfrentará Bolívar (Bolívia), Deportivo La Guaira (Venezuela) e Independiente Rivadavia (Argentina). A altitude de La Paz será o principal obstáculo na primeira fase.
Corinthians (Grupo E)
O Timão terá pela frente Peñarol (Uruguai), Santa Fe (Colômbia) e Platense (Argentina). O confronto contra o clube uruguaio, dono de uma das torcidas mais apaixonadas do continente, promete ser o ponto alto da chave.
Mirassol (Grupo G)
A equipe do interior paulista, em sua primeira participação na Libertadores, caiu em um grupo complicado ao lado de LDU (Equador), Lanús (Argentina) e Always Ready (Bolívia). A altitude nos jogos contra equipes equatoriana e boliviana será um desafio adicional.
Grupo da morte
Entre todas as chaves sorteadas, o Grupo D desponta como o mais equilibrado e de maior dificuldade. A combinação entre Boca Juniors, tradicional carrasco argentino, Barcelona de Guayaquil, equipe equatoriana que sempre impõe dificuldades em casa, e Universidad Católica, um time chileno com histórico de campanhas sólidas, forma um quarteto de alto risco. Para o Cruzeiro, que retorna à competição após anos de ausência, a missão será das mais exigentes logo na fase inicial.
Premiação e regulamento
A Conmebol anunciou aumento nas premiações para esta edição. Serão distribuídos 316 milhões de dólares (cerca de R$ 1,65 bilhão) aos clubes participantes. O campeão da edição receberá 25 milhões de dólares (aproximadamente R$ 130,5 milhões) apenas pelo título, valor considerado pela entidade como o maior já pago em uma decisão no futebol mundial.
Os dois melhores de cada grupo avançam às oitavas de final. Equipes do mesmo país não podem cair na mesma chave, com exceção para clubes oriundos da fase preliminar — condição que não se aplicou aos brasileiros neste ano, já que Bahia e Botafogo não conseguiram classificação.
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