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PRECOCE! Cruzeiro empata com Mushuc Runa e dá adeus à Sul-Americana

Gustavo Aleixo/Cruzeiro

Foi breve, e foi duro. O Cruzeiro entrou na Sul-Americana como quem sonha com um novo começo, mas tropeçou em cada passo, até que a realidade o alcançasse com força. A eliminação veio nesta quarta-feira (7), com um empate amargo diante do Mushuc Runa, no alto dos Andes equatorianos. Um a um no placar, e o fim de uma caminhada que nunca começou de verdade.

Não faltaram tentativas, mas sobrou desencontro. A camisa pesada pesou no campo leve da altitude, e o Cruzeiro, tantas vezes gigante, se viu pequeno diante de um grupo que parecia acessível. Um ponto em quatro jogos. Campanha que não permite desculpas, nem adiamentos. O time que se formava, que parecia se encontrar no Brasileiro, se perdeu nas noites continentais. E a América ficou para depois.

Dói porque é precoce. Dói porque veio sem que o torcedor pudesse ao menos sonhar com algo mais. O gol de Orejuela, para o time equatoriano, foi como um balde de gelo nos planos que ainda resistiam. O empate com Lautaro Díaz renovou o fôlego por alguns minutos, mas não foi o bastante para esconder a matemática: a conta não fecha. E já não há o que buscar no torneio.

O Cruzeiro agora segue. Resta o Brasileiro, resta o que for possível reconstruir com os cacos dessa queda. Porque, se há algo que o torcedor aprendeu nos últimos anos, é que o fundo do poço tem camadas. E escapar delas é sempre mais difícil do que parece.

E assim, mais uma estrela se apaga no céu da Sul-Americana. Justo o Cruzeiro, que leva as estrelas até no nome, volta para casa com a sensação de ter perdido não só um jogo ou uma vaga, mas um brilho que poderia reacender sua trajetória no continente. Ainda há um escudo a ser honrado, uma camisa a ser vestida com dignidade, e uma constelação inteira esperando o retorno da luz.

Escrito por
Duda Alcântara

Maria Eduarda Alcântara (Duda Alcântara) nasceu no interior de Rondônia, em meio a uma família apaixonada por modalidades esportivas e times de futebol, o que fez com que crescesse amando o esporte. Tudo mudou quando deixou sua zona de conforto e se mudou para a capital de Mato Grosso, decidindo cursar Jornalismo com o objetivo de trabalhar e se desenvolver na área esportiva. Atualmente cursando os últimos semestres na Universidade Federal de Mato Grosso, Duda já viveu grandes experiências no jornalismo esportivo, especialmente com o futebol. Aos 21 anos, acumulou coberturas como Eliminatórias da Copa do Mundo, Libertadores da América, Sul-Americana, Copa do Brasil, Brasileirão Séries A, B e D, Brasileirão Feminino A2 e A3, Campeonato Mato-Grossense, categorias de base, além de ginástica rítmica, Stock Car, atletismo, jogos universitários e diversos outros eventos esportivos. Duda sonha em seguir nesse ritmo e ir cada vez mais longe, levando dedicação e paixão em tudo o que faz. Além de amar o esporte, acredita profundamente nos benefícios que ele pode trazer para as pessoas e para as causas sociais.

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