Fortaleza tentou “terceirizar” a vaga e perdeu o direito de disputar a Série A1 do Campeonato Brasileiro Feminino de 2026 por não cumprir os prazos estabelecidos pela CBF, garantindo assim a permanência do Mixto na elite nacional. A informação foi confirmada pelo presidente da SAF do clube mato-grossense, Dorileo Leal, durante entrevista coletiva realizada nesta terça-feira (7), às 16h30, na sede da Federação Mato-grossense de Futebol (FMF).
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Atuação nos bastidores
Logo na abertura da coletiva, Dorileo destacou a mobilização nos bastidores para assegurar o direito do futebol feminino de Mato Grosso. “Sem a luta que fizemos nos bastidores, para que o direito do futebol feminino de Mato Grosso, representado pelo Mixto, fosse respeitado, nada disso teria acontecido”, afirmou.
O dirigente explicou que manteve contato direto com diferentes instâncias da CBF nos últimos dias. “Nesses últimos dois, três dias, eu tive vários contatos com a CBF, com a vice-presidência da entidade e com outros dirigentes, permanecendo nessa luta para que o futebol se voltasse ao cenário principal do futebol feminino brasileiro”, disse.
Critério esportivo
Segundo Dorileo, a vaga não foi concedida de forma excepcional, mas conquistada dentro de campo. “Essa vaga da Série A1 para o Mixto não cai como algo anormal. O Mixto fez a sexta posição no Campeonato Brasileiro”, ressaltou.
Tentativa de terceirização
Ao comentar a situação envolvendo o Fortaleza, o presidente foi direto: “O Fortaleza tentou, de última hora, fazer uma terceirização”. De acordo com ele, a proposta envolveria a utilização do CNPJ do clube cearense para atuar em Juazeiro do Norte, em parceria com uma equipe ligada ao ex-zagueiro Ronaldo Angelim. “Haveria um conflito de interesses. Ele passaria a ter duas equipes no Campeonato Brasileiro, o que seria muito ruim para a imagem do futebol feminino nacional”, completou.
Prazos descumpridos
Dorileo também detalhou o descumprimento dos prazos. “A CBF estipulou o dia 17 de dezembro como prazo final. O Fortaleza pediu mais tempo, assim como o Real Brasília, alegando falta de patrocínio. A CBF atendeu, mas viramos o ano e não houve nenhuma resposta”, relatou. Segundo ele, o ofício manifestando interesse só foi encaminhado no dia 6 de janeiro, às 17h30. “Já era tarde. Aceitar isso seria descumprir completamente a legalidade, o regulamento e os ofícios expedidos pela CBF”, afirmou.
Decisão da CBF
A decisão foi oficializada nesta terça-feira. “Hoje a CBF comunicou ao Fortaleza que ele perdeu a vaga e, ao mesmo tempo, informou à Federação de Mato Grosso que a vaga pertence ao Mixto. A outra vaga ficou com o Vitória”, confirmou.
Impacto histórico
Por fim, Dorileo classificou o momento como histórico. “Este é um dia histórico para o futebol de Mato Grosso. Nós voltamos à Série A do Campeonato Nacional”, disse. Ele ainda ressaltou o impacto da conquista. “A elite do futebol feminino nacional estará confrontando com as cores do Mixto. A visibilidade que a categoria terá a partir de agora é algo que não conseguimos dimensionar”, concluiu.













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