Na madrugada deste sábado (3), os Estados Unidos entraram em campo como se estivessem acima do regulamento e bombardearam Caracas, capital da Venezuela, além de sequestrarem o presidente Nicolás Maduro e a primeira-dama Cilia Flores.
A ofensiva, que mais parece um lance violento fora das quatro linhas, fere diretamente o Estatuto da FIFA em pleno ano de Copa do Mundo. O código da entidade máxima do futebol condena qualquer violação a direitos humanos, atitude que, em partidas anteriores, já rendeu cartão vermelho pesado no cenário internacional.
Foi exatamente com base nesse mesmo “VAR jurídico” que FIFA e UEFA expulsaram clubes e seleções da Rússia das competições após a invasão da Ucrânia, em fevereiro de 2022.
Pelas regras do jogo, o episódio em Caracas também poderia resultar em punições como suspensão, restrições esportivas e até mudança de sede de competições, medidas previstas para “casos excepcionais”, como o visto neste sábado.
O problema é que, fora do gramado, nem sempre o apito é imparcial. Gianni Infantino, presidente da FIFA, mantém relação próxima com Donald Trump, técnico do time norte-americano nesse confronto político, e chegou a premiá-lo com o controverso Prêmio FIFA da Paz, um troféu que agora soa como gol contra em plena temporada de Copa.













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