Luciano Hocsman é oficializado como interventor da FMF após audiência de conciliação; Eleições serão definidas em breve

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Assessoria

O presidente da Federação Gaúcha de Futebol (FGF), Luciano Dahmer Hocsman, foi nomeado oficialmente como interventor da Federação Mato-Grossense de Futebol (FMF). A decisão foi homologada nesta sexta-feira (30), durante audiência de conciliação realizada no Fórum da Capital, em Cuiabá.

A nomeação de Hocsman acontece após a CBF contestar judicialmente a designação anterior do advogado Thiago Dayan da Luz Barros, indicada pela juíza Ana Cristina Silva Mendes, da 4ª Vara Cível de Cuiabá, com base no artigo 49 do Código Civil. A entidade nacional argumentou que a intervenção judicial, feita sem participação do sistema federativo esportivo, poderia violar normas internacionais estabelecidas pela FIFA, que preveem autonomia das entidades esportivas.

Nova condução do processo eleitoral

Luciano Hocsman assume agora a missão de restabelecer a normalidade institucional da FMF, com a responsabilidade de anunciar uma nova data para a eleição presidencial — cancelada anteriormente por decisão judicial em virtude de irregularidades no processo do pleito previsto para 3 de maio.

A indicação de Hocsman foi bem recebida nos bastidores por ser um nome com experiência administrativa reconhecida e que já conduziu transições delicadas no comando da FGF.

Clubes com direito a voto

Segundo o regulamento da FMF, os seguintes clubes e entidades estão aptos a votar na próxima eleição:

  • Ação
  • Academia
  • Atlético Mato-grossense
  • Uirapuru
  • Cáceres
  • Cacerense
  • Camponovense
  • Operário
  • Cuiabá
  • Dom Bosco
  • Juara
  • Luverdense
  • Mixto
  • Nova Mutum
  • Operário FC
  • Primavera
  • Chapada
  • Rondonópolis EC
  • Santa Cruz
  • Sorriso FC
  • Sinop
  • Sport Sinop
  • União
  • Liga de Futebol de Alta Floresta

Contexto da intervenção

A eleição inicialmente marcada para 3 de maio foi suspensa por determinação da Justiça após denúncias de fraude documental, exclusão indevida de voto da Associação Camponovense e a ilegalidade de um possível terceiro mandato de Aron Dresch, que comandava a FMF desde 2017.

Diante da disputa entre as chapas de Aron Dresch e Dorileo Leal, gestor da SAF do Mixto, a crise institucional motivou pedidos de intervenção por parte da CBF, com receio de sanções internacionais caso não houvesse respeito ao estatuto esportivo.

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