Flamengo vence o Táchira e avança às oitavas da Libertadores em jogo tenso no Maracanã

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Foto: Gilvan de Souza

O placar marcava 1 a 0, mas o roteiro foi digno de um épico. No Maracanã lotado, sob o olhar atento de Carlo Ancelotti e da pressão que só a Libertadores é capaz de impor, o Flamengo venceu o Deportivo Táchira com gol de Léo Pereira e carimbou a vaga para as oitavas de final. Não foi fácil, não foi tranquilo, mas foi, acima de tudo, sobrevivência.

Desde os primeiros minutos, o Rubro-Negro mostrou que não entraria para especular. Dominou a posse, empurrou o adversário para o próprio campo e acumulou finalizações, mas pecou no mesmo ponto que o acompanha desde o início da fase de grupos: a conclusão. O talento de Arrascaeta, a movimentação de Pedro, as tentativas de Allan, tudo esbarrava na muralha armada pelos venezuelanos e no goleiro Camargo, que fez da pequena área seu reduto de resistência.

Mas a objetividade, essa palavra que ainda assombra o time de Filipe Luís, demorou a aparecer. Faltava a faísca que transforma pressão em gol, e, por um tempo, a vaga escorria pelos dedos.

A tensão aumentava a cada minuto, alimentada pela notícia de que a LDU vencia o Central Córdoba e assumia a liderança do grupo. O Flamengo, então, se viu obrigado a fazer o que ainda não tinha feito com consistência na competição: decidir.

O alívio veio aos 20 minutos do segundo tempo, quando Luiz Araújo cobrou falta e Léo Pereira, zagueiro com alma de centroavante, apareceu livre para empurrar para o fundo do gol. Foi o grito preso na garganta de um time que tanto criou, mas pouco finalizou. Foi o gol da esperança, da reação, e da classificação.

Mas como tem sido praxe na campanha rubro-negra, o final não veio sem susto. O Táchira, já eliminado, resolveu jogar. Arriscou, chegou, pressionou. Nos acréscimos, Cano teve a bola do empate nos pés, dentro da área, mas Rossi, seguro, salvou com a autoridade de quem conhece a grandeza da camisa que veste.

Ao apito final, não houve festa exagerada. Houve alívio. O Flamengo passou, aos trancos, aos tropeços, com sustos e com talento. Terminou a fase de grupos com 11 pontos, em segundo lugar, atrás da LDU apenas pelo saldo de gols. Agora, aguarda o sorteio das oitavas com a consciência de que o caminho é longo, mas a caminhada continua.

Para um clube acostumado a protagonizar, depender de outros resultados é um desconforto. Mas a classificação também pode ser um ponto de virada. Porque, como provou a noite desta quarta-feira, há força no elenco, há talento em campo, e, sobretudo, há vida na Libertadores.

O drama deu lugar à esperança. E, na América, o Flamengo ainda está de pé.

Escrito por
Duda Alcântara

Maria Eduarda Alcântara (Duda Alcântara) nasceu no interior de Rondônia, em meio a uma família apaixonada por modalidades esportivas e times de futebol, o que fez com que crescesse amando o esporte. Tudo mudou quando deixou sua zona de conforto e se mudou para a capital de Mato Grosso, decidindo cursar Jornalismo com o objetivo de trabalhar e se desenvolver na área esportiva. Atualmente cursando os últimos semestres na Universidade Federal de Mato Grosso, Duda já viveu grandes experiências no jornalismo esportivo, especialmente com o futebol. Aos 21 anos, acumulou coberturas como Eliminatórias da Copa do Mundo, Libertadores da América, Sul-Americana, Copa do Brasil, Brasileirão Séries A, B e D, Brasileirão Feminino A2 e A3, Campeonato Mato-Grossense, categorias de base, além de ginástica rítmica, Stock Car, atletismo, jogos universitários e diversos outros eventos esportivos. Duda sonha em seguir nesse ritmo e ir cada vez mais longe, levando dedicação e paixão em tudo o que faz. Além de amar o esporte, acredita profundamente nos benefícios que ele pode trazer para as pessoas e para as causas sociais.

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